Uma dor danada

Agosto 1st, 2011 em Notícias

Falta de hidratação é uma das causas do cálculo renal, doença que atinge mais os homens

Quem já teve sabe, quem não teve, deve evitar. Dizem que a dor é pior do que a de parto, dado confirmado por muitas mães. Mas o temido cálculo renal, popularmente conhecido como pedra no rim, não é apenas doença de mulher. Pelo contrário. De acordo com o diretor clínico do Instituto de Urologia Santa Rita, José Travassos, a doença incide mais no sexo masculino do que no feminino, na proporção de três para um.

A explicação, segundo o urologista, está nas atividades desses homens, geralmente adultos jovens entre os 30 e 50 anos. “O homem tem mais problemas ocupacionais. São mais expostos a atividades inóspitas e braçais. Por isso, hidratam-se menos. Mas, como hoje as mulheres também têm uma vida moderna, de trabalho, a incidência está aumentando”, disse.

Entre as principais causas do cálculo renal estão os maus hábitos alimentares, principalmente a baixa ingestão de líquido, e a herança genética. Alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, chocolate e sal devem ser evitados ou consumidos equilibradamente, sem exageros. “As pessoas esquecem de tomar líquido. É uma atitude simples, que se fosse estimulada haveria maior conscientização. Propaganda tem de tudo quanto é jeito, mas o pessoal não fala ‘bebe água’. A água não influencia no comportamento, não engorda e é barata. Tem em qualquer lugar, ninguém vai te negar um copo d’água”, reforça Travassos.

O urologista informa que o ideal é ingerir 2,5 litros de água por dia, o que equivale a cerca de dez copos. “É simples. É só distribuir. Não adianta querer tomar os 2,5 de uma só vez”.

O sintoma mais comum do cálculo renal é a cólica renal, que surge abruptamente e pode vir acompanhada de náuseas e vômitos. Essa dor insuportável, explica o médico, é causada pela distensão da cápsula renal. Quando a pedra se desloca, interrompe a via por onde desce a urina e faz com que fique acumulada no rim. Esse acúmulo causa a distensão da cápsula. Aí ocorre a dor. Outros sintomas, como sangue na urina, infecção urinária, dor nos testículos (no caso dos homens) ou nos grandes lábios (no caso das mulheres), também podem ser sintomas de cálculo renal.

HORA DE TRATAR

O diagnóstico pode ser feito a partir de exames de ultrassom, tomografia computadorizada helicoidal e de urina, para checar se tem infecção. Detectado o problema, paciente e médico partem para o tratamento. Para os pequenos cálculos, o mais comum é o tratamento extra corpóreo – a partir de ondas de choque, a pedra é quebrada e os fragmentos saem pela urina. Para pedras grandes, o mais comum é a endourologia, uma espécie de endoscopia do aparelho urinário na qual as pedras são quebradas com raio laser e expelidas pela urina.

Se as pedras não podem descer pela via escrotal, o procedimento mais comum é a operação per cutânea. É feito furo de 1cm e por ele passa um aparelho que quebra o cálculo e tira os fragmentos.

TODODIA – SP 05/09/2008

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  • Trate bem do seu estômago

    Agosto 1st, 2011 em Notícias

    Vão aí algumas dicas:

    >>> Faça três refeições diárias obedecendo o horário do desjejum, almoço e o jantar.

    >>> Se o intervalo entre o almoço e o jantar ultrapassar habitualmente seis horas, faça um lanche no meio da tarde.

    >>> Procure alimentar-se devagar, mastigando bem os alimentos.

    >>> Procure não dormir com o estômago cheio e evite ingerir alimentos no meio da noite.

    >>> Dietas ricas em fibras, como as frutas, previnem o câncer gástrico, ajudam na normalização do funcionamento do intestino e são benéficas no tratamento de úlceras e gastrites.

    >>> O fumo dificulta a cicatrização da úlcera. Deixar de fumar é o ideal, mas reduzir o número de cigarros diários ajuda bastante.

    >>> Evite tomar aspirinas, antigripais e comprimidos para dor em geral, pois podem provocar a irritação da mucosa do estômago.

    >>> Evite refeições pesadas e gordurosas como feijoada, dobradinha, churrasco, etc.

    >>> Evite frituras em geral, como pastéis, bifes à milanesa, coxinhas, etc.

    >>> Alimentos muito condicionados como picles, alguns legumes como pimentão e berinjela são de difícil digestão. Se você perceber que seu estômago não aceita esses alimentos, evite-os.

    >>> Suco de laranja e outros cítricos são fortemente ácidos. Os refrigerantes são bebidas ácidas e gasosas que além de irritarem o estômago causam desconforto devido à expansão dos gases. Prefira tomar água sem gás.

    >>> Bebidas alcoólicas, quando tomadas de estômago vazio, são irritantes da mucosa do estômago e causam desconforto desnecessário. Não beba em excesso ou com o estômago vazio.

    Doenças do estômago

    As doenças e problemas gástricos do estômago são numerosos: úlcera, câncer, a dispepsia (indigestão gástrica), tumores malignos e benignos (raros), gastrite, afecções decorrentes das cicatrizes das úlceras curadas, etc.

    Como o estômago funciona?

    Os alimentos começam a ser digeridos quando passam pela boca e esôfago, antes de chegarem ao estômago, que tem um volume de 1,5 litro. Quando estão no estômago, os alimentos são misturados ao suco gástrico, que ativa as enzimas digestivas da proteína e outros componentes.

    O que é suco gástrico?

    É uma secreção produzida pelas células da mucosa do estômago. Entre os seus componentes está o ácido clorídrico (HCl), que desencadeia o processo de digestão dos alimentos. Tem pH ácido, variando entre um e dois. A escala de pH varia de um a 14 (de um a seis o pH é ácido, pH sete é neutro e de oito a 14 o pH é básico ou alcalino).

    Conhecendo o estômago humano

    A parede do estômago possui estrutura similar a outras partes do sistema digestório, com a ressalva de que nesse órgão existe uma camada oblíqua extra de músculo liso por dentro de uma camada de musculatura estriada, que ajuda nos movimentos da digestão.

    Quando está vazio, o estômago permanece contraído apresentando mucosa e submucosa enrugadas. Assim que é distendido pelo alimento, o estado de sua mucosa e submucosa passa de rugoso para liso.

    Na parte interna desse importante órgão existem orifícios que possuem glândulas que atuam liberando secreções que são indispensáveis ao processo digestivo.

    Dentre os vários tipos de glândulas que atuam no processo digestivo encontramos as glândulas de muco (responsáveis pela lubrificação das paredes gástricas) e as glândulas de pepsina (responsáveis pela produção do muco gástrico). Esta última possui como função principal metabolizar as proteínas e a lactose.

    De forma geral é importante entendermos que existem três diferentes princípios ativos encontrados dentro do suco gástrico, sendo eles: o ácido clorídrico (uma solução aquosa, fortemente ácida e extremamente corrosiva), a pepsina (enzima digestiva que é produzida pelas paredes do estômago) e o lab-fermento.

    JORNAL DO POVO – RS 17/05/2008

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  • Tratar a hipertensão é melhor para a saúde

    Agosto 1st, 2011 em Notícias

    A receita aparentemente é simples: bastaria controlar a hipertensão em 25% dos portadores da doença, que atinge 26 milhões de brasileiros.

    Isso é o que revela um relatório do Banco Mundial divulgado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que aponta um custo de US$ 2,153 milhões com perdas financeiras decorrentes da incapacidade de pacientes que são vítimas desses dois principais distúrbios cardiovasculares. Além disso, mais de R$ 800 milhões seriam economizados anualmente se houvesse mais investimento na prevenção da hipertensão, principal causa de infarto e AVC, sem contar o custo com o tratamento das seqüelas e o desgaste emocional e familiar. Conhecida como “doença silenciosa”, por não apresentar sintomas evidentes, o desconhecimento da condição clínica é um dos principais agravantes que impedem o tratamento adequado.  “Pior ainda são os que sabem ser hipertensos e não iniciam ou abandonam o tratamento antes do período indicado.”, alerta o cardiologista do Hospital do Rim, Dr. Sérgio Timmerman.

    De acordo com informações do Ministério da Saúde, 21,6% da população com 18 anos ou mais é hipertensa. Isso representa cerca de 26,5 milhões de pessoas que sabem que têm a doença: destas, apenas 5.076.631 estão no Sistema Nacional de Cadastro e Monitoramento de Hipertensos e Diabéticos (Sis-Hiperdia). Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que, um ano após o diagnóstico de hipertensão, mais da metade dos pacientes abandona o tratamento. Daqueles que continuam a terapia, apenas 50% toma pelo menos 80% dos medicamentos prescritos. “O paciente hipertenso deve ser tratado com medicamentos que controlem efetivamente a pressão sanguínea. Seu uso deve ser contínuo, diário, nas doses e horários recomendados pelo médico”, conclui o Dr. Timmerman.

    O DEBATE – 17/06/2008

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  • Coceira pode ser dermatite atópica.

    Julho 25th, 2011 em Uncategorized

    Ao primeiro sinal de uma coceira que incomoda, as pessoas, mesmo sem qualquer tipo de conhecimento fazem logo o “diagnóstico” de alergia.

    No entanto, muitas vezes, essas irritações são sinais de uma doença crônica: a dermatite atópica, também conhecida por eczema, que causa inflamação e lesões de diferente gravidade na pele.

    Não existem dados oficiais, mas estimativas dos dermatologistas apontam que cerca de 10% da população no Brasil sofrem com o distúrbio. Outra constatação é de que mais de 70% dos casos da doença têm caráter hereditário.

    A doença não é contagiosa. Nas crianças, o principal incômodo se reflete na incessante coceira, na pele avermelhada, irritada ou ferida. A dermatologista Ewalda Stahlke, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Seção Paraná, diz que apesar de ainda não ter cura, a doença pode ser controlada adequadamente.

    Pesquisas indicam que, no mundo, 15% das crianças de até dois anos de idade tenham crises da doença. Fato que, no entender da dermatologista, comprova o fator genético como uma de suas prováveis causas.

    Não é contagioso

    A dermatologista paulista Cristina Marta Oliveira explica que a doença pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum na infância, afetando principalmente o rosto, braços e pernas, mas as suas manchas avermelhadas também podem surgir no tronco.

    Nos adolescentes e adultos, as lesões são mais escuras e se localizam nas dobras do corpo, como pescoço, cotovelo, ou atrás do joelho. “A doença pode surgir na infância e se prolongar até a adolescência”, esclarece a dermatologista, salientando que pode estar associada à rinite alérgica e à bronquite.

    A pessoa nasce com essa predisposição e vários fatores como poeira, pêlos de animais, bichinhos de pelúcia, entre outros, podem desencadear as coceiras e alergias na pele.

    As vítimas da dermatite também reagem de forma adversa a componentes externos como picadas de inseto, inalantes ou certos tipos de alimentos. O eczema não é contagioso e costuma melhorar com a idade. “Em cerca de 80% dos casos, ela desaparece até a adolescência”, ressalta Cristina Oliveira.

    A especialista explica que a doença altera o metabolismo epidérmico, fazendo diminuir algumas substâncias importantes para a pele, como ceramidas, colesterol e ácidos graxos.

    Essa alteração na barreira cutânea leva à maior perda de água e o conseqüente ressecamento da pele, além de facilitar a penetração de agentes alérgicos. “Com efeito, o paciente coça muito a região e acaba ferindo a pele”, ressalta a dermatologista.

    Medicamentos antialérgicos

    O tratamento do eczema tem por objetivo amenizar e espaçar as crises provocadas pela perda de água e pela penetração de alérgenos e microorganismos, além de ser indicado de acordo com a fase da doença. Nas fases mais agudas é indicado o uso de creme emoliente e hidratante que diminuem a inflamação.

    Os dermatologistas recomendam o uso de anti-histamínicos para diminuir a coceira. Ewalda Stahlke enfatiza que a hidratação é fundamental. Por isso, ela indica o uso de cremes emolientes que tratam o ressecamento da pele, banhos com água morna, além de ser necessário evitar o contato com agentes alérgicos como detergentes, ácaros, fumaça de cigarro, produtos químicos e roupas que causem irritação, como lã ou fibra sintética.

    Com base nesse quadro e em trabalhos recentes sobre a doença, a indústria farmacêutica vem desenvolvendo cremes cada vez mais eficazes. Também existem medicamentos antialérgicos por via oral, menos sedativos e com ótimos resultados. O tratamento da dermatite atópica é dirigido fundamentalmente para o alívio do prurido, hidratação da pele e redução do quadro inflamatório cutâneo.

    Porém, orientação adequada ao paciente e familiares, bem como afastamento de fatores desencadeantes e agravantes são essenciais para o controle adequado da doença.

    A dermatologista Lílian Nishino recomenda que os pacientes evitem coçar para não machucar a pele. “Não tem como prevenir a doença, mas sim, as suas manifestações”, comenta, salientando que, para se conseguir um diagnóstico preciso da doença, é necessário procurar ajuda médica especializada.

    Preste atenção aos sintomas

    >    Ressecamento intenso
    >    Inflamação
    >    Lesões simétricas de eczemas
    >    Coceira nas áreas mais afetadas
    >    Pele extremamente seca, com descamação contínua
     
    Fique longe do eczema

    >    Procurar manter a pele hidratada
    >    Evitar banhos prolongados com água muito quente
    >    Não coçar
    >    Evitar tapetes, cortinas, bichos de pelúcia
    >    Não brincar com areia ou terra
    >    Evitar o contato com pêlos de animais
    >    Manter a casa limpa e arejada

    O ESTADO DO PARANÁ – PR 22/08/2008

     

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  • Maquiagem Adith – Indispensável para a sua beleza

    Julho 25th, 2011 em Uncategorized

    O pó compacto é uma novidade Adith. Fácil de aplicar uniformiza a pele, deixa com aspecto saudável por muito tempo.

    O Blush Adith possui embalagem prática e moderna com aplicador incorporado, proporcionando aplicação delicada para realçar a sua beleza. Além disso, possui espelho na tampa que facilita o retoque a qualquer hora.

    Agora Adith tem sombras em pó nas combinações bronze e dourado, prata e chumbo, marrom e bege. Cores ideais para um efeito suave e de personalidade.

    Experimente e deixe o mundo ver você com outros olhos

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  • Sutiã errado pode causar danos aos seios, diz estudo.

    Julho 18th, 2011 em Uncategorized

    Mulheres que usam o tipo de sutiã errado podem estar causando danos aos seios sem saber, segundo um alerta feito por pesquisadores britânicos.

    Uma equipe da Universidade de Portsmouth testou cerca de 50 tipos de sutiã em centenas de mulheres durante os últimos três anos, e disse que os que oferecem pouco suporte podem fazer com que frágeis ligamentos nos seios se estiquem demais.

    Segundo os pesquisadores, durante uma sessão de exercícios os seios se movimentam até 21 cm para cima e para baixo, e de um lado para o outro.

    Entretanto, a maioria dos sutiãs apenas limita o movimento vertical, eles afirmaram. E alertaram especialmente os modelos esportivos que se parecem a uma camiseta regata mais curta.

    “Muitas mulheres têm preferências por determinados tipos de sutiã e não compram outro tipo de jeito nenhum”, disse Wendy Hedger, uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto.

    “Quando se fala em sutiãs esportivos, por exemplo, muitas mulheres não compram nada que se pareça com um sutiã normal – elas acham que se o sutiã não pode ser retirado pela cabeça, como uma camiseta, então não é um sutiã esportivo de verdade”, afirmou.

    “Mas a verdade é que os sutiãs que têm o fecho nas costas, como um sutiã tradicional, é que oferecem um excelente suporte”, completou.

    Hedger observou que o hábito de comprar sempre o mesmo tipo de sutiã faz com que muitas mulheres limitem suas escolhas a opções erradas, que podem causam dor e desconforto.

    “Há um estigma social sobre determinados tamanhos. Muitas mulheres não querem ser vistas como tendo seios muito pequenos ou muito grandes, e compram sutiãs que não caem bem só para se encaixar dentro do que consideram ser um tamanho normal”, afirmou.

    A pesquisadora notou que o formato e o tamanho dos seios mudam ao longo da vida de uma mulher, que pode necessitar de diferentes tipos de sutiã com o passar dos anos, especialmente em fases como a amamentação e a menopausa.

     BBC BRASIL – 29/07/2008

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  • Combate à calvície

    Julho 18th, 2011 em Uncategorized

    Problema afeta homens e mulheres, mas formas de tratamento são diferenciadas.

    Carolina Lenoir

    A advogada Christianne Teixeira Souza Lima, de 36 anos, sempre teve os cabelos encaracolados e cheios, mas a partir dos 20 os fios foram se tornando cada vez mais finos e ralos, até começarem a sumir em determinados pontos. O psicólogo Tarcísio Moreira de Barros, de 61, percebeu os sinais da perda dos cabelos aos 53 anos, bem mais tarde que Christianne, mas de forma mais intensa. Os dois foram diagnosticados com alopecia androgenética, conhecida como calvície, que acomete de 50% a 70% dos homens e de 5% a 20% das mulheres.

    A calvície é desencadeada por fatores hereditários e hormonais, especialmente os hormônios andrógenos testosterona e dehidrotestosterona (DHT). Uma enzima localizada na região da raiz do pêlo é responsável pela transformação da testosterona em DHT, que age nos receptores específicos dos folículos pilosos, a partir dos quais os pêlos são gerados. Essa ação faz com que os cabelos, gradativamente, fiquem menores e mais finos, demorem mais a nascer, até desaparecerem.
    A dermatologista Rachel Menezes explica que perdemos naturalmente, em média, 100 fios por dia. A queda aumentada, porém, não significa sempre um sinal de calvície. “Pode ser uma queda transitória, que chamamos de eflúvio telógeno, causada por anemia, doenças da tireóide, uso de medicamentos, estresse emocional ou físico, como pós-cirurgias. Existe também a alopecia areata, chamada de ‘pelada’, que é a queda em placas, em áreas bem circunscritas, inclusive em barbas e sobrancelhas, causada por fatores emocionais.”

    De acordo com o dermatologista Ivan Curtiss Silviano Brandão, na queda transitória, quase sempre basta apenas tratar a causa. “Por isso é importante a avaliação de um especialista, para diferenciar os casos. Um dos indicativos de que se trata de alopecia androgenética é quando os fios estão raleando e desaparecendo, sem que você veja para onde eles estão indo, como em travesseiros e ralo do chuveiro.”

    Nos casos em que a calvície é confirmada, as opções de tratamento são a finasterida, substância administrada em comprimidos; minoxidil e 17-alpha-estradiol, de uso tópico; ou transplante capilar. “A finasterida bloqueia a produção de DHT em 60%. Os resultados começam a aparecer a partir de três meses a um ano e são melhores em quem está começando a ter sinais de calvície”, explica Ivan.

    Apesar de a administração de um comprimido diário de finasterida ter resultados, em média, melhores que as substâncias de uso tópico, o medicamento oral é contra-indicado para mulheres em idade fértil, por causar problemas ao feto, e pode alterar a libido. “Porém, a taxa de pacientes que reclamam desse efeito colateral é de menos de 3%. Além disso, é reversível com a suspensão do tratamento, inclusive para investigar se a causa é realmente o remédio”, afirma o dermatologista. “A dosagem, de 1mg, também é insuficiente para causar impotência, como muitos homens receiam”, completa Rachel.

    As causas e, conseqüentemente, o tratamento da calvície em mulheres são mais complexos que os dos homens. “Os casos femininos ainda são nebulosos porque, nelas, a alopecia androgenética não é causada apenas pelo excesso de testosterona, mas por outros fatores ainda não totalmente esclarecidos”, explica Ivan. De acordo com Rachel, se alterações hormonais são identificadas nas pacientes, são prescritos medicamentos antiandrogênicos. “Um deles é a flutamida, mas essa substância é muito tóxica para o fígado e, por isso, o seu uso é apenas para casos selecionados junto com o ginecologista e o endocrinologista”, afirma a dermatologista, lembrando que existem outros antiandrogênicos mais indicados.

     Uso combinado com anticoncepcional 

    Ao perceber que seus cabelos estavam mais ralos e caindo, a advogada Christianne Teixeira Souza Lima procurou um profissional e descobriu que tinha alopecia androgenética. Durante seis meses, tomou finasterida e, já no quarto mês, algumas penugens começaram a surgir. “Normalmente os resultados em mulheres não são tão bons, mas tive sorte.” O medicamento só foi suspenso porque estava afetando a libido (a dosagem era maior, de 2,5mg). Atualmente, ela combina o uso de minoxidil e 17-alpha-estradiol com uma pílula anticoncepcional à base de drospirenona.

    “Faço controle de seis em seis meses. O único inconveniente é que não pode parar o tratamento nunca, mas eu sou muito disciplinada. Fora isso, os produtos não têm cheiro nenhum e não pesam muito no bolso.” Com o sucesso do tratamento, a vaidade de Christianne voltou com força. “Adotei os cabelos mais curtos e em tom mais claro, para parecer que tenho mais.”

    O psicólogo Tarcísio Moreira de Barros diz ter ficado abalado com a perda dos cabelos, percebida principalmente nos últimos oito anos. “Procurei logo um tratamento. Durante quatro anos, usei minoxidil e tomei finasterida. O cabelo não caía, mas também não nascia. Minha opção era o transplante capilar, mas estava inseguro, porque tinha medo de ficar igual a cabelo de boneca.”

    Tarcísio procurou a clínica do cirurgião dermatológico João Rogério Regis, que explicou sobre a técnica do transplante de unidades foliculares total, em que são transplantadas unidades de um a quatro fios, no máximo – para evitar o efeito artificial causado por tufos com muitos fios. Segundo João Rogério, o transplante é indicado para pacientes que tiveram perda de cabelo considerável e não é possível recuperar com medicamento. “Na cirurgia, removemos uma fatia de couro cabeludo, com até 6 mil fios, da área doadora (da nuca e acima das orelhas, que não têm DHT). Fazemos uma sutura chamada tricofítica, que permite nascer cabelo na cicatriz e camuflá-la.”

    A fatia é separada em pedaços menores, as unidades. Uma sessão dura de seis a oito horas e custa até R$ 8mil. “Depois, são formadas as crostas de cicatrização, que seguram o cabelo por 15 dias, até que eles caem e o bulbo (raiz) fica. Em três meses os cabelos começam a nascer e crescem um centímetro por mês, para o resto da vida.” O resultado final aparece entre seis meses e um ano. Tarcísio, que ainda não tem o resultado completo, garante já estar satisfeito. “As pessoas que não me vêem há muito tempo falam que não mudei nada, nem perdi cabelo. Mal sabem elas”, brinca.

     ESTADO DE MINAS – MG 27/07/2008

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  • Biológica completa 23 Anos no Mercado

    Julho 18th, 2011 em Uncategorized

    A Biológica está completando 23 anos no mercado, e queremos comemorar enfatizando a democratização promovida neste período. Se no passado os produtos manipulados eram privilégio de poucos que podiam pagar por esta exclusividade, hoje o acesso a um medicamento ou cosmético personalizado está muito mais fácil e econômico, o que possibilita a praticamente toda população ter acesso. Vários fatores impulsionaram estas mudanças, mas podemos destacar: 1-O crescimento do setor, que hoje nos possibilita ter acesso aos principais mercados produtores de insumos farmacêuticos e cosméticos a preços mais competitivos. 2-A popularização do uso das fórmulas magistrais tanto na classe médica, quanto entre consumidores, que passaram a enxergar todas as vantagens destes produtos e até mesmo a solicitar que os médicos prescrevam produtos manipulados. 3-As garantias oferecidas pela farmácia em termos de qualidade, que geram maior segurança, aos usuários. 4-Por último a tendência da personalização e da exclusividade, afinal um produto manipulado é único e produz os melhores efeitos quando é produzido segundo as necessidades de cada pessoa. Todos estes motivos têm possibilitado um crescimento na interação entre a equipe farmacêutica da Biológica e novos mercados como o de salões de beleza e estética, que passam a orientar seus clientes sobre estas possibilidades.

    Célio Fernandes – Diretor e Farmacêutico

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  • Com um “S” nas costas

    Julho 11th, 2011 em Uncategorized

    Sem provocar dor, a escoliose chega de mansinho na infância. A coluna começa a se inclinar e é acompanhada por uma rotação das vértebras. Esse movimento inicial forma um “C” nas costas das crianças. Com o tempo, o corpo tenta compensar a perda do equilíbrio vertical e piora a situação. O resultado desse cabo-de-guerra é uma nova curvatura que, desta vez, forma um “S”, escrito com as vértebras, que pode percorrer toda as costas de cima a baixo, comprometendo o bom desenvolvimento. Por não sentir dor, a criança não reclama, o problema passa despercebido e acaba piorando.

    – Os pais devem ficar atentos. Ombros desalinhados, mamilos em alturas diferentes e até contornos diferentes da cintura em cada lado do corpo podem indicar escoliose. Em alguns casos, o problema é bem claro. Dá para visualizar o “S” nas costas – diz a fisioterapeuta Elizabeth Grantham, que aconselha, em alguns casos, reforço muscular, alongamentos e reeducação postural.

    Enquanto o problema não fica claro, uma outra dica é flexionar o tronco da criança e do adolescente, deixando os joelhos retos. Nessa posição, fica mais fácil perceber qualquer alteração na verticalidade da coluna. O ideal é fazer visitas anuais ao pediatra até os 15 anos. Ao perceber qualquer problema, deve-se encaminhar para um especialista. Quanto antes for diagnosticada a escoliose, mais chances há de interromper ou até reverter o problema.

    – O mais indicado é o uso do colete até fechar o crescimento do adolescente. Ele segura as vértebras e impede a evolução das curvas – explica o ortopedista Yorito Kisaki.

    O problema costuma surgir, nas meninas, um ano antes da primeira menstruação. Nos meninos, o processo começa um pouco mais tarde, pelos 12 ou 13 anos, no início do estirão do crescimento. No tipo mais comum, a escoliose idiopática, ninguém sabe o que provoca a rotação das vértebras, apenas que costuma estar ligado à fase de crescimento.

    – Já na escoliose congênita o paciente, em geral, nasce com um defeito ósseo que provoca a deformidade: metade da vértebra, vértebras coladas, inclinadas e até costelas coladas – exemplifica o ortopedista Mário Dirani.

    Apesar de não haver ligação comprovada, e direta, entre a má postura e o início da escoliose, Elizabeth acredita que algumas posições assimétricas podem acentuar o problema.

    – Muitos estudantes se sentam de uma maneira nem um pouco recomendada. Ficam com as costas apoiadas na parede, sentados de lado na cadeira e olhando para o professor que está em frente. Para conseguir isso, têm de virar o tronco, o que força muito as costas. Para compensar, o corpo busca o equilíbrio e acaba resultando nas curvas das costas – diz.

    Para as meninas, problema surge cerca de um ano antes da primeira menstruação. Nos meninos, por volta dos 12 ou 13 anos

    Os tipos de escoliose
    > Congênita: má-formação óssea, como, por exemplo, a hemivértebra, na qual a criança nasce com falta da metade de uma ou mais vértebras, fusão de corpos vertebrais ou de arcos costais
    > Neuromuscular: patologias de origem neurológicas, onde a pessoa não possui a capacidade de ativar determinadas musculaturas
    > Escolioses de adaptação: provocadas por situações que obrigam a coluna vertebral a se colocar em situações de compensação em busca do equilíbrio corporal, o que causa desigualdade (comprimentos diferentes) das pernas, por exemplo
    > Escolioses antálgicas: são as falsas escolioses. A coluna se curva para compensar uma dor em algum ponto do corpo
    > Idiopática: é o tipo mais comum, sem causa determinada
    > Também podem ser classificadas como escolioses infantis (até três anos), juvenis (de três anos até a puberdade), do adolescente (após a puberdade) e do adulto

     ZERO HORA – RS 13/09/2008

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  • Coceira e ardor

    Julho 11th, 2011 em Uncategorized

    A ur­ti­cá­ria é uma doen­ça ca­rac­te­ri­za­da pe­la for­ma­ção de pla­cas aver­me­lha­das e ele­va­das na pe­le acom­pa­nha­das de mui­ta co­cei­ra ou sen­sa­ção de quei­ma­ção. ­Elas apa­re­cem iso­la­das ou agru­pa­das, com ta­ma­nhos va­ria­dos, lo­ca­li­za­das em qual­quer re­gião do cor­po, in­cluin­do as mu­co­sas (lá­bios, la­rin­ge e re­gião ge­ni­tal).

    Es­sa doen­ça po­de sur­gir por inú­me­ros fa­to­res co­mo:   me­di­ca­men­tos, ali­men­tos, in­fec­ções, agen­tes fí­si­cos (­frio, ca­lor ou pres­são), pro­du­tos quí­mi­cos e es­tres­se emo­cio­nal. A ur­ti­cá­ria po­de ser agu­da, quan­do as le­sões de­sa­pa­re­cem ­após al­guns ­dias ou pou­cas se­ma­nas e crô­ni­ca, quan­do per­sis­tem por me­ses até ­anos. Em al­guns ca­sos, as le­sões po­dem ser acom­pa­nha­das de in­cha­ço im­por­tan­te da fa­ce, prin­ci­pal­men­te lá­bios e pál­pe­bras, com ris­co de aco­me­ti­men­to da la­rin­ge, o que le­va a di­fi­cul­da­de res­pi­ra­tó­ria até as­fi­xia e ris­co de mor­te.

    O tra­ta­men­to da ur­ti­cá­ria vi­sa ali­viar os sin­to­mas de co­cei­ra e re­gre­dir a for­ma­ção de pla­cas na pe­le atra­vés de me­di­ca­men­tos an­ti-his­ta­mí­ni­cos e, às ve­zes, cor­ti­cói­des de uso ­oral. Em ca­sos ­mais gra­ves, prin­ci­pal­men­te se hou­ver di­fi­cul­da­de res­pi­ra­tó­ria, é ne­ces­sá­rio o en­ca­mi­nha­men­to com ur­gên­cia pa­ra tra­ta­men­to hos­pi­ta­lar. É im­por­tan­te ten­tar des­co­brir os mo­ti­vos que pos­sam es­tar pro­vo­can­do a ur­ti­cá­ria pa­ra a re­so­lu­ção do qua­dro. Po­rém, em mui­tos ca­sos, prin­ci­pal­men­te na ur­ti­cá­ria crô­ni­ca, a cau­sa per­ma­ne­ce des­co­nhe­ci­da.

    Andrei Nonino, dermatologista

    FOLHA DE LONDRINA – PR 09/09/2008

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