Uma colher de chá para o frio

Setembro 19th, 2011 em Notícias

Receitas, prescrições e fórmulas de chás capazes de esquentar e manter o corpo hidratado

Ele pode ser um remedinho, daqueles que a vovó fazia, ou uma companhia indispensável para os dias mais frios. Fácil de fazer – basta uma chaleira de água fervente e um punhado de ervas –, o chá tem o poder de aquecer. Resta saber o que misturar nesta poção mágica.

O conselho de Cid Aimbiré M. Santos, especialista em Farmacognosia (antigo ramo da farmacologia que estuda os princípios ativos naturais) e professor da Universidade Federal do Paraná, é acrescentar ao chá algumas especiarias – cravo, canela, gengibre, raspas de limão, anis, cardamomo, pimenta-de-cheiro –, que são chamadas pela fitoterapia de ervas “quentes”, especialmente nos sistemas ayuvérdico (indiano), chinês e de Samuel Thompson (1769-1843). O sistema de Thompson baseia-se nos quatro elementos da natureza – terra, água, ar e fogo – e sua mensagem é simples: calor é vida. Segundo ele, explica o professor, doenças são graus de “frio” e o calor prove a cura. O sistema da Medicina Tradicional Chinesa, por sua vez, ensina que o calor da água e o sabor da planta contribuem para sua eficácia como curativa.

As receitas para o frio são, então, formas de manter o corpo aquecido, seja pelo calor do chá, seja pelo entendimento de que algumas plantas são “frias” e outras “quentes”. Para a maioria dessas especiarias não existe contra-indicação, mas algumas são alergênicas, como a canela. Em certos casos, ela tem efeito abortivo. “Na gravidez e lactação deve-se evitar o uso, especialmente em exagero”, diz Santos.

Outra boa razão de consumir mais chá no inverno é aumentar a ingestão hídrica, que tende a diminuir nos meses de frio. A cota diária de consumo por pessoa deveria ser de pelo menos 1,5 litro de água – e o chá pode entrar nesta conta. “Evite, no entanto, agregar outras substâncias ao chá, como o leite que, pela presença de caseína (uma proteína), inibe atividade antioxidante do chá. Bebidas alcoólicas ajudam a esquentar, mas alteram muito o sabor e o aroma do chá”, diz o professor. Já a adição de frutas pode ser uma boa alternativa, pois elas são importantes fontes de flavonóides e consideradas boas antioxidantes e quimioprotetoras naturais.

Reações adversas

As plantas usadas para fazer um chá são constituídas de diversas substâncias químicas ativas. Portanto, seu uso nem sempre é inofensivo. Muitas pessoas que não têm o hábito de tomar chá e começam a fazê-lo de forma exagerada no inverno podem, segundo Cid Aimbiré, desenvolver alergias, por exemplo. Assim, é importante conhecer os efeitos colaterais que algumas plantas podem apresentar. Sintomas como dor de cabeça, dores estomacais e reações alérgicas podem ser decorrentes do uso errado das plantas. Ocorrendo qualquer desses “avisos” a pessoa deve procurar um médico.

Prepare certo

Para cada tipo de erva, há uma forma de fazer. Se ela for fresca, você precisa deixá-la ferver por cinco minutos para que a água absorva as propriedades. No caso de ervas desidratadas, prefira a infusão: coloque-a na água quente e deixe repousar por três minutos. Assim como um suco de frutas, o chá também oxida quando exposto ao ar e, aos poucos, perde as características terapêuticas. Por isso, o ideal é consumir o líquido logo que for feito.

Chá dentro da lei

Existem três Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa que regulamentam os chás. Segundo a RDC 277, chá é um produto constituído de uma ou mais partes de espécie(s) vegetal(is), fragmentada(s) ou moída(s), com ou sem fermentação, tostada(s) ou não, constantes de Regulamento Técnico de Espécies Vegetais para o Preparo de Chás. Ao chá pode ser adicionado aroma ou especiaria para conferir sabor. O chá comercializado em supermercados deve ter registro na Anvisa como alimento.

GAZETA DO POVO – PR 07/08/2008

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  • A inimiga silenciosa da fertilidade

    Setembro 12th, 2011 em Notícias

    Pesquisa revela que o diagnóstico da endometriose no Brasil demora muito, o que prejudica desde a vida sexual até as chances de gravidez.

    MÔNICA TARANTINO

    A demora no diagnóstico da endometriose, uma alteração do organismo feminino que causa dores intensas, permite que a doença atinja etapas mais graves e esteja na origem de muitos casos de infertilidade. A conclusão é de um estudo feito por um grupo de pesquisadores brasileiros. O trabalho mostrou que, em geral, as pacientes com idade ao redor dos 30 anos percorrem serviços médicos à procura de explicações por cerca de oito anos antes de ser identificada a causa das suas dores e de outros mal-estares característicos da doença. Sem tratamento adequado, elas tomam sedativos e analgésicos em excesso e de forma crônica e em pouco tempo sentem o impacto da convivência com os sintomas na qualidade de vida, com prejuízo do prazer sexual e da atividade profissional. “Verificamos que a tendência é a descoberta da doença ser ainda mais tardia quando os sintomas surgem por volta dos 20 anos”, explica o ginecologista e obstetra Maurício Abrão, coordenador do serviço de endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo e um dos autores do estudo. A pesquisa foi premiada como o melhor trabalho clínico no Congresso Mundial de Endometriose, realizado na Austrália no mês passado.

    Ainda pouco conhecida da maioria dos médicos – por falta de informação –, a endometriose se instala quando algumas células do tecido que reveste o interior do útero, o endométrio, migram para outras partes do corpo. Nessa trajetória, podem se fixar em regiões inusitadas como o pulmão, o apêndice e a mucosa nasal, mas é ao redor do útero, dos ovários e das trompas (agora chamadas de tubas) que essas células desgarradas costumam se acomodar com mais freqüência. Por alguma falha do sistema de defesa do organismo, elas não são eliminadas. Estudos recentes têm demonstrado que a presença desses focos de endometriose causa cólicas incapacitantes em pelo menos 50% das mulheres mais jovens. A professora Helena Ferrari, 45 anos, de São Paulo, enfrentou o problema dos 18 aos 27 anos. “Por causa das dores fortes, quase fui internada e faltei muito ao trabalho. Era um parto por mês. Em conseqüência, fiquei com dificuldade de engravidar”, descreve. Vontade freqüente de ir ao banheiro também é uma queixa comum.

    Cerca de 15% das mulheres em idade produtiva têm a doença. E 90% das portadoras sentem dores

    Outro sintoma perturbador são os sangramentos dos focos de endometriose, onde quer que estejam, durante o período menstrual ou a qualquer momento. A justificativa para esse fenômeno está no tipo de célula que forma o endométrio. Mesmo exiladas do seu local de origem, elas respondem aos estímulos hormonais que levam à menstruação (formada pela descamação do endométrio), e, por isso, aumentam de volume e descamam. Mas os desdobramentos da doença são ainda mais extensos. Por causa das suas características e da demora em ser identificada, a endometriose provoca desde aderências entre tecidos até reações imunológicas que danificam os órgãos reprodutivos da mulher, como os ovários.

    A artista plástica Cláudia Vasconcellos, 44 anos, não escapou a essa regra. Depois de fazer uma cirurgia para diminuir os sintomas, que começaram aos 17 anos, aos 19 ela tirou um ovário. Depois, fez mais duas laparoscopias (cirurgias menos invasivas) para tirar focos e precisou recorrer aos métodos de reprodução assistida para engravidar. Teve trigêmeos, hoje com quatro anos. “Vejo muitas jovens mutiladas e com dificuldade para engravidar por não terem recebido tratamento adequado e no tempo certo”, diz Cláudia, que hoje atua como voluntária para esclarecer as mulheres que procuram atendimento no Hospital das Clínicas de São Paulo.

    De fato, o diagnóstico da doença precisa ser alvo de maior atenção dos médicos e dos serviços de saúde públicos ou privados. Além da longa espera e da falta de conhecimento, existem outros empecilhos para a sua realização. Um deles é que muitas mulheres não vão ao ginecologista com freqüência. Outra é a burocracia para fazer os exames que detectam os focos em áreas de acesso mais complicado, como o intestino e o fundo do abdome. Em geral, nesses casos, o melhor é recorrer à cirurgia laparoscópica. Mas, se na rede pública faltam equipamentos e horários para a maioria dos serviços, nos consultórios particulares o que atrapalha é o desacordo entre os convênios e médicos pelo preço pago pela intervenção. Por isso, muita gente fica esperando a oportunidade de atendimento e enfrenta as drásticas conseqüências da inadequação dos profissionais e das estruturas públicas e privadas.

    Na tentativa de contribuir para a superação desse impasse de algum modo, Abrão e outro autor do estudo, Manoel Gonçalves, desenvolveram um novo método para ajudar nessa corrida contra o tempo. “Nós temos usado com sucesso o exame de ultra-som para descobrir a endometriose profunda implantada nos órgãos. E criamos alguns protocolos que estão sendo ensinados aos profissionais que fazem o exame. Em 95% dos casos, tem dado certo e por isso nossa técnica já começa a ser usada em outros países”, diz o ginecologista Abrão.

    ISTO É – 16/04/2008

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  • Capsiate – Aumento da Termogênese, auxiliar de redução de peso, redução de colesterol e antioxidante

    Setembro 5th, 2011 em Dicas de Saúde e Beleza

     

    Capsiate é uma capsinóide natural extraído da Capsicum annuum (pimenta doce). Capsinóides são compostos análogos à capsaicina, porém com propriedades não pungentes (doce).

    Capsiate é um capsinóide, seu nome é freqüentemente utilizado para denominar o grupo de capsinóides, devido estar presente em maior quantidade em relação aos outros capsinóides extraídos da Capsicum annuum.

    Capsiate possui propriedades de aumento de termogênese e do consumo de energia corporal, promove o metabolismo energético e diminui o acúmulo de gordura. Capsiate eleva a temperatura corporal, o consumo de oxigênio e acelera o metabolismo lipídico.

    Estudos sugerem que a ingestão de Capsiate durante pelo menos duas semanas ocasionou diminuição do acúmulo de gordura corporal, especialmente de gordura visceral, reduz o peso corporal e o colesterol ruim.

    Indicação:

    -Promove o aumento de termogênese e do consumo de energia corporal;
    -Promove o metabolismo energético;
    -Eleva a temperatura e diminui o acúmulo de gordura corporal, e é clinicamente aprovado para auxiliar no gerenciamento de peso;
    -Diminui o acúmulo de gordura corporal;
    -Reduz colesterol;
    -Possui efeitos antioxidantes, antiinflamatórios.

    Contra-indicações:

    -Gestantes

    - Lactentes

    - Problemas cardíacos

     

    Para informações consulte seu médico ou a maior equipe de farmacêuticos do Estado através do telefone 3319-5000

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  • ‘Adoçantes não devem ser usados em excesso’, diz especialista.

    Setembro 5th, 2011 em Notícias

    RIO – Quando substituir o açucar pelo adoçante se torna um perigo? O uso exagerado de qualquer alimento, principalmente quando é químico e não natural, pode ser pior do que manter maus hábitos alimentares antigos. O açúcar, quando consumido sem moderação, é um grande vilão da saúde. Mas o adoçante não é?

    - Sempre é bom lembrar que o adoçante foi desenvolvido primeiramente para ajudar os diabéticos no controle da glicemia. Uma outra grande vantagem em se usar o adoçante, é a redução do consumo de calorias – explica o nutricionista Carlos Frederico L. Gonçalves, do Espaço Débora Pinto.

    Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que existem aproximadamente 350 milhões de obesos no mundo. E cada vez mais a população se preocupa com o excesso de peso (causado principalmente pelo sedentarismo e alto consumo calórico) e seus riscos à saúde. Entretanto, o uso de adoçantes não é a salvação!

    - Ele é um aliado no tratamento da obesidade, mas o uso indiscriminado é condenado. Deve-se preferir uma alimentação mais saudável e natural, evitando o uso de produtos quimicamente processados – explica Carlos.

    Hoje em dia existe uma ampla variedade de adoçantes e os mais comuns são: aspartame; ciclamato; sacarina; sucralose; stévia e frutose. Os 4 primeiros possuem origem artificial (sintéticos) e os outros são de origem natural. A stévia seria o adoçante mais indicado por ser de origem natural, obtida a partir da planta stevia rebaudiana.

    A frutose é obtida de mel e frutas, possui um melhor poder adoçante em relação ao açúcar comum e por isso é utilizada como adoçante. Vale ressaltar que o consumo de frutose deve ser moderado, pois esta é transformada em glicose no organismo e podendo gerar os mesmos efeitos do açúcar refinado, deve ser consumida por diabéticos sempre sob orientação profissional.

    O adoçante sintético mais potente é a sucralose. Ela não possui calorias, não favorece o aparecimento de cáries, resiste a altas temperaturas (ótimo para o preparo de doces), possui um alto poder adoçante e sabor agradável. O ponto negativo é seu alto custo.

    Todos os outros também podem ser consumidos, porém a sacarina e o ciclamato devem ser usados com cautela pelos hipertensos e portadores de insuficiência renal, pois possuem sódio em sua composição; O aspartame é contra-indicado para portadores de fenilcetonúria (doença em que o organismo não metaboliza fenilalanina).

    Atualmente muito vem se falando sobre os riscos do consumo desse produto, mas nada foi comprovado cientificamente.

    De acordo com o FDA (órgão americano semelhante à agência nacional de vigilância sanitária) e ADA (associação americana de diabetes) a ingestão é segura desde que respeitada a dose máxima. Para estabelecer limites máximos desses produtos artificiais em comidas e bebidas, a Anvisa se apóia na Ingestão Diária Aceitável (IDA) dos aditivos.

    A IDA estima quanto uma pessoa pode ingerir de uma substância por dia e durante toda a vida, sem colocar sua saúde em risco. O cálculo desse índice pode ser feito pelo site do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) no endereço: http://www.idec.org.br/arquivos/calc_edulcorantes.xls.

    De acordo com os órgãos de saúde, desde que consumidos dentro das doses máximas recomendadas, os adoçantes não oferecem riscos. Gestantes e crianças devem ter um cuidado especial no consumo desses produtos. Sempre devem optar por uma alimentação natural e, caso o uso de adoçantes seja realmente necessário, deve ser feito sob orientação profissional.

    Todo consumidor deve adquirir o hábito de ler o rótulo dos alimentos. Ali estão informações importantes sobre a quantidade e a qualidade do que você está ingerindo. Por possuírem calorias reduzidas, a ingestão excessiva de alimentos dietéticos como refrigerantes, gelatinas, geléias e balas, ocorre com freqüência.

    - Eu sempre digo que tudo em excesso faz mal, além disso, a dose máxima recomendada é calculada com base no seu peso. O importante é fazer um uso moderado e consciente desses produtos. Por isso converse com seu nutricionista e siga uma alimentação saudável – explica o nutricionista.

    Serviço: Débora Pinto Fisioterapia e Osteopatia – Marapendi Shopping – Av. das Américas, 3959, Lj. 309. Barra da Tijuca, RJ. Tel: (21) 2431–8234.

     

     JORNAL DO BRASIL – RJ 04/09/2008

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  • Alimentos antioxidantes: o que são e para que servem?

    Agosto 29th, 2011 em Notícias

    Carla Knoplech, JB

    RIO – Para quem já ouviu falar de alimento antioxidantes, mas não sabe o que isso quer dizer, está é a explicação simples: eles bloqueiam os efeitos dos radicais livre, que por sua vez, podem danificar células sadias do nosso corpo. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros – como as vitaminas C, E e o beta-caroteno – outros, devem ser ingeridos.

    A nutróloga e especialista em medicina ortomolecular Tamara Mazaracki explica a real função dos alimentos antioxidantes e fala a necessidade de variação da refeição diária.

    - Um outro termo para o alimento antioxidante é ‘alimento funcional’, ele pode ajudar a tratar e a prevenir doenças. Esses alimentos, de um modo geral, são os integrais, os não-processados, as frutas, os legumes, as verduras, os grãos, cereais e alguns temperos. Um excelente alimento antioxidante é o azeite que vai ajudar evitando a oxidação de gorduras. O alimento antioxidante é aconselhável à todos os tipos de pessoas, até porque há uma grande variedade desses alimentos, mas nenhum tipo deve ser consumido em excesso. Aqui no consultório vejo muitos pacientes com o que eu chamo da “síndrome do intestino irritado” que é quando alguém come muito um determinado tipo de alimento, em geral a soja e o hábito traz malefícios ao organismo. As pessoas comem carne de soja, leite de soja e mais soja depois, todo o excesso poder fazer mal – disse Tamara.

    A doutora Tamara explica ainda que a barra de cereal, geralmente sinônimo de saúde e comida saudável, pode não ser tão saudável assim. Segundo ela, a barra de cereal é exemplo de alimento muito processado e cheio de açúcar e não deve se tornar um hábito consumi-la em excesso. O médico ortomolecular Jorge Jamili, que é especialista em alimentos antioxidantes, explicou todo o processo de oxidação e mostra como o excesso de alimentos oxidantes são favoráveis ao envelhecimento.

    - A oxidação é um dos processos de envelhecimento, ou seja, cerca de 5% do oxigênio que não respiramos, não é queimado. Esse oxigênio que fica desestabilizado tem que roubar elétrons, até os 25 anos de idade esse processo de roubo de elétrons é compensado, depois dos 30 anos, com a queda hormonal, o processo acelera. Portanto, as células do corpo inteiro vão envelhecer mais rápido, esse balando desfavorável se chama “envelhecimento” – explica Jorge. O médico explica que a medicina está evoluindo muito rápido, entretanto as pessoas estão ficando mais doentes, esse processo paradoxal se dá por causa de três fatores: a alimentação, o estresse e o sedentarismo. O ser humano nunca comeu tanta química, e isso oxida.

    - Todo mundo tem aquele parente mais afastado, que mora fora da cidade, e que mesmo mais velho e comendo alimentos mais ricos em gordura, vive até tarde muito saudável. O ser humano está ficando cada vez mais mental, fazendo menos exercícios físicos, e isso estressa. O homem precisa comer mais comida caseira, mais arroz integral e peixe. O óleo de canola não é bom porque é modificado geneticamente, o ômega 6 faz mal porque é uma gordura que oxida e inflama, o óleo antioxidante é o ômega 3. Todo salmão que comemos aqui é de cativeiro do Chile, ele é alimentado com o óleo de soja, é preferível o consumo de sardinha – continua o médico.

    Por fim, o doutor Jorge recomenda a ingestão de óleo de linhaça, açaí sem açúcar, óleo de côco, azeite e legumes. A doutora Tamara Mazaracki recomenda o consumo de salsa, coentro e pimenta vermelha, todos, segundo ela, possuem um alto poder antioxidante.

    JORNAL DO BRASIL – RJ 15/09/2008

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  • Andropausa: novos tratamentos podem reduzir efeitos colaterais da reposição hormonal, alertam especialistas.

    Agosto 22nd, 2011 em Notícias

    Ystatille Gomes – especial para O Globo

    RIO – Do mesmo jeito que a mulher tem o climatério, o homem também sofre alterações hormonais que podem interferir em seu ciclo de vida. A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), conhecida popularmente como andropausa, atinge cerca de 20% dos homens e é responsável pela diminuição da testosterona, hormônio que, entre outras funções, gerencia o desempenho sexual. Não há como impedir essa queda, mas novos tratamentos de reposição hormonal podem reduzir os efeitos colaterais e são de fácil administração, alertam especialistas.

    A alteração hormonal do homem começa a acontecer a partir dos 30 anos de idade. No entanto, as conseqüências da queda de testosterona são, geralmente, desencadeadas a partir dos 60. O urologista Eduardo José Andrade Lopes, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e autor do livro “Andropausa: deficiência andrógena do envelhecimento masculino” (ed. LPM), alerta que essas mudanças acontecem de forma lenta e sutil, ao contrário do que acontece com a mulher na menopausa.

    ” A alimentação rica em gorduras assim como o cigarro também podem provocar baixas de testosterona (João Luís Schiavini) ”

    - Muitos homens, após os 60 anos de idade, sofrem uma baixa na testosterona, que determina o que é chamado popularmente de andropausa, um quadro clínico sugestivo da menopausa da mulher. Mas a menopausa é abrupta e tem um sintoma específico, que é o fim da menstruação e infertilidade. No homem, a alteração hormonal acontece a partir dos 30 de forma lenta e progressiva, caindo em torno de 1,2% ng/ml ao ano e não provoca a esterilidade. Essa queda, por ser sutil, geralmente passa despercebida – diz Eduardo José.

    Vale alertar que essa alteração hormonal não acontece com todos os homens e não causa, necessariamente, infertilidade. Os que estão mais pré-dispostos a desenvolver um quadro clínico de DAEM são os que possuem uma herança genética e os que têm maus hábitos alimentares. O urologista João Luís Schiavini, chefe do ambulatório de Urologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), aponta algumas causas da deficiência androgênica:

    - Além do fator anatômico do testículo, que pode contribuir para a queda de hormônio, a alimentação rica em gorduras assim como o cigarro também podem provocar baixas de testosterona. Bebida alcoólica em excesso também é um fator que pesa para a DAEM. Ainda, quem tem diabetes e hipertensão tem maior pré-disposição a ter o distúrbio – alerta Schiavini.

    O professor Eduardo José Andrade acrescenta que quanto mais ascendentes acima de 80 anos o homem estiver, melhor será a sua composição genética e sua resistência à deficiência hormonal. Os sintomas da popularmente conhecida andropausa são preocupantes, podendo incluir desde diminuição do apetite sexual até a osteoporose.

    ” Administração de testosterona por via oral, intravenosa trimestral ou transdérmica, reduz os efeitos colaterais (Lian Tock) ”

    - A testosterona tem efeito psicotrópico e, por isso, é responsável pelo dinamismo e pelo humor – diz o urologista João Luís Schiavini. – Quando o homem sofre a queda da taxa hormonal, ele se torna irritável e perde o desejo pelo sexo, pelo trabalho. Além dos efeitos psicológicos, podemos citar também a perda da força muscular e a desmineralização óssea – causadora da osteoporose -, devido a ação anabolizante da testosterona.

    Novos tratamentos

    Quem se encaixa nos sintomas apresentados pelo especialista deve procurar um urologista para fazer os exames que medem a taxa de testosterona presente no sangue. No entanto, os especialistas recomendam atenção redobrada aos homens a partir dos 40 anos. Caso seja diagnosticado o problema, o paciente não deve ficar preocupado. Há muitas formas de tratar a DAEM. Segundo o endocrinologista Lian Tock, do grupo de estudos da obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os novos tratamentos reduzem os efeitos colaterais e são de fácil administração:

    - A administração de testosterona por via oral, intravenosa trimestral ou transdérmica, reduz os efeitos colaterais no paciente. Antigamente, os métodos de reposição hormonal traziam maiores riscos de problemas hepáticos e aumento da próstata. Pessoas que tinham pré-disposição a câncer também podiam ter a doença desenvolvida através desses medicamentos – relata Lian Tock.

    No Brasil, a reposição pode ser feita por gel transdérmico de aplicação diária. O medicamento , fornecido por farmácias de manipulação, custa em torno de R$ 200 e dura até um mês. Há também a administração via oral por comprimido, que deve ser ingerido duas vezes por dia. O preço, porém, é um pouco salgado, algo entre R$ 650 e R$ 800 por trimestre, dependendo do quadro clínico de cada paciente.

    A última novidade dos tratamentos de reposição hormonal, disponível no país para homens, é a injeção, que necessita de aplicação somente de três em três meses e custa em torno de R$ 600 a dose. Há uma medicação nova, em forma de adesivo transdérmico, que, segundo os especialistas, também tem apresentado resultados eficazes, mas esta ainda não chegou ao Brasil. Vale alertar que, uma vez iniciada a reposição hormonal, o paciente deve fazer visitas periódicas ao médico para examinar o tamanho da próstata e avaliar a taxa de testosterona presente no sangue.

    O GLOBO – RJ 15/05/2008

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  • Álcool e medicamentos: melhor não misturar

    Agosto 22nd, 2011 em Notícias

    Se beber, não tome remédio. Se for tomar remédio, não beba. A mistura é perigosa.

    O uso de remédios junto com álcool é reconhecidamente danoso, mas por incrível que pareça, essa associação ainda é extremamente comum. A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.

    Quando uma pessoa bebe, ela metaboliza o etanol usando enzimas que o fígado produz. Só que essas enzimas também servem para metabolizar algumas drogas. Se entrar um remédio no meio da história, o organismo vai ser sobrecarregado e pode não dar conta do serviço. Assim, o efeito da droga é reduzido ou até anulado. Para piorar, isso também maltrata em dobro o pobre do fígado.

    Muitos medicamentos também são eliminados pela urina. O álcool e o excesso de líquidos – dois elementos-chave de uma cervejada, por exemplo – têm efeito diurético e, portanto, podem acelerar a excreção dessas substâncias.

    É importante ressaltar que o álcool potencializa o efeito de qualquer remédio. Se o medicamento tem caráter tranquilizante, por exemplo, a bebida contribui para que o efeito da droga seja multiplicado.

    Antibióticos: Usados para tratar doenças infecciosas.

    Mistura: O álcool diminui a atividade do remédio e pode piorar a doença infecciosa. Em alguns casos, a bactéria se torna resistente ao antibiótico. Além disso, a mistura pode causar náusea, vômito, dor de cabeça e, em casos graves, convulsão.

    Antidepressivos: Usados no tratamento de depressão.

    Mistura: Com o álcool, o efeito do sedativo é maior, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo, por exemplo. Em alguns casos, a mistura pode aumentar a pressão sanguínea.

    Insulina: Ajuda a diminuir o nível de açúcar em pacientes com diabetes.

    Mistura: Produz hipoglicemia, podendo cortar por completo o efeito da insulina e causar náusea e dores de cabeça.

    Tylenol (paracetamol): Analgésico, usado para aliviar dores, principalmente dor de cabeça.

    Mistura: Pode, nos casos mais graves, danificar o fígado (tanto a droga quanto o álcool são metabolizados lá). A mistura com a aspirina (ácido acetilsalicílico), outro analgésico bastante popular, pode causar gastrites e, em casos extremos, hemorragia estomacal.

    Anestésicos: O uso de álcool dificulta a ação dos anestésicos, sendo necessária doses maiores para a indução anestésica em atos operatórios. Também potencializa os efeitos tóxicos destes medicamentos para o fígado.

    Anticonvulsivantes: Aumentam os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia.

    Anti-inflamatórios: Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Aspirina (AAS) aumenta os efeitos do álcool.

    Anti-histamínicos: Usados no combate às reações alérgicas, os anti-histamínicos costumam provocar sonolência durante o tratamento. Associado ao álcool, pode ter um efeito sedativo maior, causando redução significativa da atenção e da capacidade de concentração do indivíduo. Produtos mais antigos, à base de desclorofeniramina (Gripefin e Benegripe) ou de prometazina (Fenergan), são os que mais efeitos secundários produzem.

    Protetores gástricos: Aumentam o efeito do álcool e os efeitos colaterais do medicamento.

    Antianginosos: Associados ao álcool podem potencializar os efeitos vasodilatadores desses medicamentos provocando bruscas alterações de pressão arterial.

    Antidiabéticos: Esses medicamentos associados ao álcool provocam náuseas, vômitos, dores abdominais e sedação. Além de hipoglicemia e aumento do risco de acidose láctica.

    Como se pode comprovar, o álcool interage com as principais classes de medicamentos. Na dúvida opte pelo mais seguro. Não consuma álcool se estiver usando medicamentos.

    JORNAL DO POVO – RS 29/05/2009

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  • A osteoporose ameaça os homens

    Agosto 22nd, 2011 em Notícias

    JULIO ABRAMCZYK
    COLUNISTA DA FOLHA

    Primeiro, os cabelos ficaram compridos; depois, passaram a usar brincos. Agora, a osteoporose, que também se pensava exclusividade das mulheres. A osteoporose diminui a massa óssea, fragilizando os ossos e facilitando fraturas, às vezes até espontâneas. É verdade que nos Estados Unidos a prevalência da osteoporose nos homens é estimada entre 3% a 7%. Mas é apenas o começo.

    A projeção para os próximos 15 anos, segundo o professor Amir Qaseem, do American College of Physiciains, é aumentar em cerca de 50% acrescida da expectativa de a incidência das fraturas ósseas dobrar por volta do ano 2040. Qaseem afirma que os idosos, devem ser avaliados regularmente em relação a fatores de risco para a doença.

    A detecção da doença é feita por exames radiológicos e de laboratório, além do diagnóstico clínico com base em idade, história familiar, níveis hormonais, dieta, atividade física e medicamentos (corticoesteróides em uso crônico, por exemplo, podem ser responsáveis por fraturas em alguns pacientes).

    A revista “Annals of Internal Medicine” deste mês edita uma revisão e atualização sobre osteoporose feita por Hau Liu e colaboradores (2008;148:680-684,685-701). Com base neste estudo, especialistas asseguram que a doença é subdiagnosticada entre os homens idosos.

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  • TOSSE

    Agosto 15th, 2011 em Notícias

    A tosse é um mecanismo de defesa do organismo, já que provoca a expulsão de muco, catarro e até de corpos estranhos, providenciando a limpeza dos pulmões e da garganta. Nos EUA, cerca de US$ 1 bilhão é gasto anualmente com o tratamento da doença. No Brasil, apesar de não haver dados oficiais, sabemos que muito se gasta em xaropes para o controle da tosse.

    Os dois principais tipos de tosse são a produtiva (apresenta formação de secreções) e a seca. Também podemos classificá-la como crônica e aguda.

    Cada tipo de tosse está relacionada a uma causa ou doença específica. A aguda, por exemplo, tem como causa mais frequente uma infecção viral das vias respiratórias. Trata-se de uma manifestação secundária, sendo resultado da drenagem de secreções nasais que atingem a garganta.

    Já a tosse seca é resultado da sensibilização de receptores da tosse, que podem ser do ouvido, da garganta, da pleura, da traquéia ou dos brônquios.

    A tosse crônica pode ser atribuída a diversas causas. Asma, bronquite, rinite, sinusite, doença de refluxo gastroesofágico e doenças do coração são as mais frequentes. Mas não se pode menosprezar agentes como poluição, poeira e fumaça de cigarro. Aliás, a tosse crônica dos fumantes, acompanhada por um ”pigarro”, é bastante conhecida.

    O tratamento da tosse deve estar relacionado diretamente com o da doença de base. Não se deve recomendar xaropes. Quando a tosse se apresentar de forma seca e irritativa, sobretudo quando perturbar o sono, é possível lançar mão de antitussígenos. Porém, há que se considerar sempre a relação risco-benefício, admitindo-se que se está suprimindo um mecanismo de defesa, com a possibilidade de retenção de catarro e agravo da doença, sobretudo em idosos.

    Os pacientes devem procurar um pneumologista quando o catarro expelido tiver uma coloração amarela ou verde; a tosse persistir por mais de sete ou dez dias, mesmo quando a doença de base (resfriado ou gripe, por exemplo) já se apresentar controlada; a tosse se estender por mais de duas semanas sem causa aparente; a tosse vier acompanhada por episódios de febre ou houver expectoração de sangue juntamente com a mucosa.

    João Geraldo Simões Houly, pneumologista (SP)

    FOLHA DE LONDRINA – PR 09/04/2008

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  • A mil por hora

    Agosto 15th, 2011 em Notícias

    Problema pode ser detectado na infância para evitar complicações futuras.

    Eles têm dificuldade de manter o foco em uma única atividade por longos períodos. Em sala de aula, distraem-se até com a queda de uma borracha. Podem ser inquietos e falar compulsivamente. A descrição é de alguém que tem o transtorno por déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), um distúrbio neurobiológico que resulta em falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. No Brasil, de 4% a 7% da população pode apresentar o TDAH, o que aumenta a importância de se detectar o problema ainda na infância.

    A psicóloga cognitiva Raquel Gonçalves Wanderley alerta para a importância do diagnóstico precoce como forma de evitar complicações futuras. “Quando o TDAH não é tratado na infância ou até o início da adolescência, é comum que a pessoa entre na idade adulta com transtorno de personalidade, que pode levar ao comprometimento da vida social”, afirma.

    Segundo ela, adultos com TDAH tendem a se envolver mais em acidentes de carros, ter déficit de desempenho na faculdade e, no trabalho, se distraem com muita facilidade. “São pessoas com baixa auto-estima, que têm dificuldade de se adaptar socialmente”, completa.

    Se por um lado esses problemas de desatenção são muito fortes na vida adulta, por outro, a hiperatividade tende a reduzir de 35% a 50%. Mesmo assim, os adultos com o transtorno costumam dar preferência a atividades e empregos que os exigem fisicamente, em detrimento de atividades que exijam que eles fiquem quietos, como a leitura. Apesar dos problemas de socialização, costumam ser muito criativos.

    Para que o problema não se arraste por toda a vida, é importante que os pais fiquem atentos ao comportamento dos filhos na infância. Em caso de identificação de sintomas, é indicado procurar a ajuda de psicólogos e psiquiatras, profissionais que podem fazer o diagnóstico, que é clínico. O médico faz diversas perguntas para identificar traços da falta de atenção e hiperatividade. “É preciso percorrer os critérios diagnósticos para se confirmar o transtorno. Se vários sintomas persistirem por mais de seis meses, a partir dos 7 anos, a criança pode ter déficit de atenção”, informa.

    SINTOMÁTICO Dificuldade de organizar tarefas e atividades, cometer erros em atividades escolares por descuido, não prestar atenção nas brincadeiras podem ser indícios do déficit, que pode ou não ser acompanhado de hiperatividade. Para medir o grau de hiperatividade e impulsividade, é necessário prestar atenção se a criança freqüentemente abandona a cadeira na sala de aula, se agita as mãos e pés com freqüência, se fala em demasia, intromete-se em conversas alheias e responde antes de a pergunta ser concluída, entre outros critérios.

    O tratamento é multimodal, ou seja, é uma combinação de intervenções psicossociais e uso de medicamentos à base de metifenidato. O tratamento farmacológico deverá ser feito por toda a vida. Já o atendimento psicoterápico é por tempo limitado, mas dura, no mínimo, um ano. Raquel destaca o tratamento psicoterápico, que observa a criança hiperativa, os pais, o contexto da família, as interações entre eles e na escola. O objetivo é desenvolver estratégias para que a própria criança consiga controlar os sintomas, passando a automonitorar o comportamento.

    O que é
    A hiperatividade ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) caracteriza-se pelo não acompanhamento de instruções longas, a não conclusão de tarefas escolares e domésticas, a dificuldade de organizar tarefas que exijam esforço mental sustentado.

    Diagnóstico
    • Teste terapêutico (um questionário clínico mede o comportamento).

    • Teste de ácidos orgânicos

    • Mineralograma do cabelo. Mede os níveis de metais tóxicos no organismo, que destroem a fabricação de neurotransmissores.

    • Eletroencefalograma

    Sintomas
    • Dificuldade de prestar atenção de forma prolongada

    • Comportamentos agitados

    • Dificuldade de permanecer sentado

    • Correr em demasia

    • Falar demais

    • Dificuldade de aguardar a vez

    • Não conseguir envolver-se com atividades de lazer de modo silencioso

    • Parecer estar a mil por hora ou a todo vapor

    • Dar respostas precipitadas a perguntas não concluídas

    • Intromissão em conversas alheias

    Causas
    • Alteração no processo de mielinização, ocasionado pela falta de cobertura pela mielina da parte frontal do cérebro.

    • Falta de serotonina, noradrenalina e dopamina, substâncias responsáveis pelo bom humor, inteligência emocional e controle de impulsos.

    • Desequilíbrio elétrico do cérebro, ocasionando uma disritmia cerebral lenta.

    PONTOS A SEREM OBSERVADOS NA CRIANÇA EM IDADE ESCOLAR

    Hiperatividade
    • Apresenta maior atividade em todas as situações, estruturadas ou livres, e até mesmo durante o sono

    • Apresenta comportamento dissociado do exigido à tarefa

    • Não consegue ficar sentada na refeição, ouvir uma história ou ver TV

    • Apresenta imaturidade relacional, e contato físico perturbador (chocam-se, empurram, batem, estragam brinquedos), sem que tenham tido intenção nem hostilidade

    Impulsividade
    • Apresenta um estilo impulsivo cognitivo em suas tarefas escolares (incompleto e com erros)

    • Apresenta dificuldade em jogos que exigem estratégia de ação (quebra-cabeça, xadrez etc.)

    • Tem comportamento descontrolado sem consideração com conseqüências (são mais ousados)

    • Tende a apresentar dificuldades na aceitação social devido à impulsividade de atitude

    • Com a evolução, a impulsividade pode se tornar perigosa e problemática assemelhando-se à personalidade antissocial

    Desatenção
    • Pode ter dificuldade em um ou todos os aspectos de atenção (resistência à distração, manutenção do foco em tarefa longa ou em um mesmo estímulo)

    • Apresenta dificuldade na atenção e na manutenção do foco por um período longo

    • Não completa tarefas, jogos ou projetos pela baixa capacidade de atenção

    • É desorganizado para a solução de problemas e tem dificuldade de lidar com estímulos complexos.

    Muda constantemente de atividade

    ESTADO DE MINAS – MG 10/11/2008

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