
A obesidade é uma doença de difícil controle, com altos percentuais de insucesso terapêutico e de recidivas, podendo apresentar, na sua evolução séries repercussões orgânicas e psicossociais, além de diminuir o desempenho escolar, especialmente nas formas mais graves. O tratamento nas crianças costuma ser negligenciado, tanto por parte da família como dos profissionais de saúde, na expectativa de uma resolução espontânea. Quanto mais idade tem a criança obesa, mais probabilidade terá de ser um adulto obeso e com riscos aumentados mais precocemente de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, obesidade mórbida, transtornos respiratórios e de sono.
A obesidade atinge 10% das crianças brasileiras e ainda dois terços das crianças já estão com sobrepeso.
As causas são diversas, entre elas transtornos psicológicos (fixação na fase oral, supervalorização dos alimentos), desmame precoce, introdução de alimentos inapropriados, problemas afetivos (separações), emocionais, sedentarismo e ausência dos pais nas refeições aumentam a prevalência da obesidade na infância.
A melhor maneira de evitar a obesidade ainda é a prevenção. Estudos revelam que crianças amamentadas por mais de 6 meses com leite materno exclusivamente, tem menos riscos de serem obesas, além de mudança de hábitos alimentares incorretos (reeducação alimentar) e a prática de esportes regularmente. A alimentação saudável das nossas crianças e jovens é proporcionar a qualidade de vida da futura população do país.
Dra Maria de Tânia Monteiro – Pediatra – CRM MT 2531











