Você corre o risco de ficar gorda?

Agosto 29th, 2009 em Notícias

O perigo é maior se você tiver obesos na família e cresce se não adotar um estilo de vida equilibrado. Mas não há razão para desespero: é possível virar o jogo e viver em harmonia com a balança.

Você olha para os seus pais que estão acima do peso, se pergunta se vai ficar como eles no futuro e reza para que a resposta seja um sonoro “não”? É bom saber que a genética tem papel importante, sim, para determinar se a gente vai ou não enfrentar problemas desse tipo lá na frente, porém essa herança assume posição secundária quando comparada ao nosso estilo de vida — algo que depende exclusivamente de você, concorda? “Vários estudos mostram que as chances de uma pessoa engordar é de aproximadamente 25% quando ela faz parte de uma família de obesos. Os 75% restantes se devem a fatores externos, principalmente aos hábitos nutricionais e esportivos”, alerta o fisiologista Fernando Torres (SP). Em outras palavras, o caminho para ficar de bem com o seu corpo está mais em tirar o tênis do armário e abrir o olho para o que põe no prato do que em jogar a culpa na sua árvore genealógica. “É raro uma mulher comer direito, malhar e não conservar o peso ideal. Se for bem orientada e se exercitar sempre, ela emagrecerá”, afirma o endocrinologista Marcio Mancini (SP), presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

ONDE MORA O PERIGO
Responda com sinceridade: quando está com fome, você vai para a cozinha preparar arroz, feijão, um grelhado e salada ou liga na hora para a pizzaria? “A correria imposta pela vida moderna, associada à praticidade de consumir produtos industrializados, são pontos determinantes para o aumento do número de casos de obesidade, independentemente de se ter gordos na família”, observa Mancini. Mas não é só isso. Há ainda o problema da falta de consciência à mesa, razão verdadeira do fracasso daquelas que juram fazer regime direitinho, mas não afinam porque têm metabolismo lento. “Quando olhamos o total de calorias ingerido diariamente por pessoas com esse perfil, descobrimos que é muito maior do que o que elas necessitam”, afirma Fernando Torres.

MUDANÇA DE HÁBITO
Alimentação equilibrada e exercícios físicos são geralmente a chave para viver satisfeita com o peso. “Na prática, o ideal é aumentar o consumo de alimentos naturais, dar preferência aos carboidratos complexos (arroz, macarrão e pães integrais), reduzir o açúcar e as gorduras, optando pelas monoinsaturadas (encontradas no azeite e óleo de canola) e poliinsaturadas (nos óleos de oliva, girassol, milho, uva)”, recomenda Marcio Mancini. A nutricionista Heloísa Gguarita, da RGg Nnutri Consultoria Nnutricional (SP), aconselha incluir ainda frutas, legumes e verduras, além de distribuir o total calórico diário entre 5 ou 6 refeições, sempre variando os pratos. “Ninguém agüenta viver à base de alface e frango grelhado por muito tempo”, diz. Fernanda Piló Redig (MGg), especializada em nutrição esportiva, concorda: “Para levar uma vida saudável, é importante manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto calórico, e reservar lugar cativo para a atividade física na agenda”. Um parêntese: de acordo com o Colégio Americano do Eesporte (EUeuA), a medida ideal é treinar por 1 hora 3 vezes na semana ou 30 minutos 5 vezes na semana. Se faltar ânimo, lembre-se que a ginástica, mais do que queimar calorias, acelera o metabolismo e aumenta a vontade de se cuidar. E (por que não?) tente manter fresca na memória a imagem daqueles parentes mais rechonchudos. É assim que você quer ficar?

Força total
Acompanhe as dicas da nutricionista Fernanda Piló Redig (MGg), que vão dar um gás na sua mudança de hábitos.

1.Permita-se um hambúrguer com batata frita (pequena!) e refrigerante light 1 vez por semana se você é louca por fast food. Depois vá aumentando o intervalo até não ter mais vontade.

2. Coma a cada 3 horas, optando por uma fruta entre café da manhã, almoço e jantar. O jejum prolongado deixa você faminta para encarar as refeições principais.

3. Consuma 4 porções de frutas por dia, pois elas alimentam e são ótimas fontes de fibras e vitaminas.

4. Evite beber líquidos enquanto come, pois eles dilatam o estômago e aumentam a fome. Se não der para ficar sem, limite-se a apenas 1 copo.

5. Segure a onda também no sábado e no domingo. Caso extrapole à mesa, procure compensar durante a semana, reduzindo a quantidade.

6. Fuja da armadilha de dietas mirabolantes, que prometem redução de vários quilos em pouquíssimo tempo sem alterar em nada a sua rotina.

7. Acrescente fibras (aveia, granola, linhaça, farelo de trigo, pães e biscoitos integrais) ao cardápio. Elas aumentam a sensação de saciedade e auxiliam na perda de peso.

8. Cuidado com os sucos. Os de uva e laranja, por exemplo, contêm muitas calorias. Prefira os de limão, melão, abacaxi e melancia — sem açúcar.

9. Abuse das saladas, ricas em fibras e água. Antes do prato principal, elas diminuem o apetite e fazem com que você pegue leve nos outros alimentos.

Descubra seu peso ideal. Para calcular o Índice de Massa Corporal, basta dividir o peso atual por sua altura ao quadrado. Assim:Depois é só procurar na tabela abaixo a classificação em que se encontra.

IMC kg/m²

Homens e mulheres

menor que 18,5 baixo peso
18,5 – 24,9 normal
25 – 29,9 pré-obesidade
30 – 34,9 obesidade nível I
35 – 39,9 obesidade nível II
maior que 40 obesidade nível III (mórbida)
Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)

Fonte: Corpo a Corpo – Abril 2008

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